Quadros Tarsila do Amaral


Quadros Tarsila do Amaral

Alguns quadros da artista Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral (1886-1973) foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais do movimento modernista brasileiro. Modernistas eram aqueles que criaram a Semana de Arte Moderna de 1922 em São Paulo, e que tiveram a ideia de fazer uma arte que fosse diferente daquela arte tradicional da época, que todo mundo estava acostumado... A Tarsila começou estudando escultura, mas logo descobriu que queria mesmo era pintar. Ela foi estudar pintura em Paris... Nessa época, suas obras eram mais suaves, como pode ser vista na tela “Chapéu Azul”. Em 1922, ela voltou ao Brasil e pôde ver de perto a arte que os modernistas estavam fazendo... e, aí, começou a mudar o jeito de pintar. Ela começou a “pintura pau-brasil”, com temas e cores bem brasileiros! Seu mais famoso quadro, o de uma pessoa meio esquisita, com uma cabecinha pequena e um pezão enorme é o Abaporu. É uma obra-prima da arte brasileira pintada pela Tarsila do Amaral. O Abaporu foi pintado pela Tarsila como um presente para o marido dela na época: o escritor Oswald de Andrade. A Tarsila, que tinha um dicionário de Tupi-Guarani, quis batizar o quadro como Abaporu, que na língua dos índios significa: “O Homem que Come”. Este é um dos quadros mais importantes das artes plásticas no Brasil. Foi a partir dele que surgiu o Movimento Antropofágico. Antropofágico vem de Antropofagia. É uma palavra que vem dos antigos gregos: Antropo significa homem, fagia significa comer. Homem que come. O Movimento Antropofágico queria que os artistas brasileiros “devorassem” as técnicas e obras estrangeiras mas transformando tudo em algo bem brasileiro. Quando a gente diz “devorar”, não é só no sentido de comer. Devorar algo também significa absorver rapidamente. Quando você pega pra ler um livro muito legal, você o lê todinho, sem piscar e não consegue parar antes de terminar a história? Então: a gente também chama isso de “devorar” um livro. Na década de 40, trabalhou como colunista nos Diários Associados por muitos anos e na década de 50, voltou com a “pintura pau-brasil”. A Tarsila participou da I Bienal de São Paulo em 1951 e da Bienal de Veneza em 1964.